| Eusozinha, obra inaugural de Marina Colasanti, é um livro de solidão. A solidãocomo companheira, desde o nascimento na África até o tempo presente numapartamento em Ipanema. Afasta-se da autobiografia porque não conta ahistória de uma vida, mas transmite a marca da solidão de uma mulher jovemque caminha só, mora só, viaja só, trabalha só, mesmo quando há ao lado ailusão dolorosa de outras proximidades. O livro é organizado em dois planos narrativas paralelos, sendo oscapítulos pares relativos a momentos presentes, enquanto os ímpares sãoautobiográficos. “O que desejava, através dessa estrutura, era mostrar que asolidão se constrói desde o início, estejamos ou não acompanhados, e quedesde o início nos acompanha.”, explica Marina. “O silêncio da casa é feito dos barulhos de fora. Se tudo em volta secalasse, minha respiração seria ensurdecedora.” |