O último livro da Bíblia é também um dos mais lidos e um dos menos compreendidos. Escrito há quase dois mil anos, ele desperta fascínio e medo em igual medida: fascínio por suas imagens grandiosas (cartas às igrejas, selos, trombetas, taças, um dragão em guerra no céu, a queda de uma cidade e o surgimento de outra) e medo de um livro que parece falar em código sobre o fim do mundo.
Neste livro, o pastor e professor Valtair Afonso Miranda devolve o Apocalipse ao seu contexto original: igrejas concretas da Ásia Menor, no final do primeiro século, pressionadas por um império que exigia lealdade total e, a cada dia, tentadas a negociar a fé por segurança. Capítulo a capítulo, ele acompanha as visões de João, do Cordeiro exaltado no céu, a nova Jerusalém que desce como promessa cumprida, com rigor exegético e atenção à história, sem ceder ao calendarismo nem à especulação sobre datas e nomes.
O resultado é uma leitura que restitui ao Apocalipse sua função original: não aterrorizar, mas revelar Jesus Cristo e sustentar a esperança de uma igreja que, como aquelas primeiras comunidades, ainda vive entre a pressão do presente e a promessa de um futuro que já tem dono.
Teólogos, pastores e estudantes encontrarão aqui uma leitura exegeticamente séria e bem fundamentada na história; o leitor comum encontrará a chance de, finalmente, perder o medo deste livro. Se você se identifica com um desses perfis, ou com os dois, aqui está o convite para conhecer o Apocalipse que João escreveu.