Houve um tempo na história em que predominava o medo humano do desconhecido. Trabalhava-se sempre da mesma maneira, tinha-se a mesma expectativa de vida e a mesma escassa compreensão
dos fenômenos naturais. Isso durou milhares de anos.
Com a revolução científica iniciada na Europa no século XVI, a passividade diante da natureza acabou substituída por uma postura agressiva na busca do conhecimento. Hoje, o que se conhece é tão múltiplo e vasto, e de tal modo impulsionado pela tecnologia em permanente evolução, que os saberes se especializam. Numa época de superinformação, profissionais de diferentes áreas do conhecimento têm dificuldade de dialogar – é o caso, por exemplo, dos estudiosos das ciências humanas em relação aos das ciências exatas. E muitos, entre os mais bem-preparados, não sabem lidar com situações novas.
O pavor do desconhecido cedeu lugar ao conflito humano-tecnológico. Para solucionar esse conflito, é preciso mudar a educação que agora se ministra. E, especialmente, mudar a educação em ciência. Leopoldo de Meis, cientista e professor, analisa essa questão em mais um lançamento da Editora Senac São Paulo que propõe a reflexão sobre a sociedade tecnológica contemporânea.