Objetivo do estudo: avaliar eficiência, eficácia e efetividade do Programa Bolsa Família (PBF) no COREDE Norte do RS.
Metodologia: Uso de dados primários e secundários, abrangendo mais de 1.000 beneficiários.
Cobertura: alta eficiência e eficácia (97,8%).
Problemas identificados na época da pesquisa:
Discrepâncias nos critérios de elegibilidade.
Estimativa de 775 beneficiários indevidos.
Redução da eficácia média em 8,4%.
Causas: "cultura oportunista" e falhas no âmbito da gestão municipal.
Efetividade total: 32,8% (ex-ante) e 42,4% (ex-post).
Efetividade líquida: baixa, com média de 9,7%. É ilusório supor que um país marcado por longa trajetória de pobreza e desigualdade pudesse resolver essa questão rapidamente.
Principal fator: variação na renda (16,7%). Os impactos em saúde e educação foram limitados para a efetividade líquida, mas tiveram papel relevante na efetividade total, tanto ex-ante quanto ex-post.
Conclusão:
PBF é eficiente, eficaz e efetivo na redução da pobreza.
Necessita melhorias na gestão.
Foco em qualificação profissional e geração de renda da População Economicamente Ativa (PEA) beneficiária do programa para autonomia e sustentabilidade das famílias.